segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Transhumanismo- H+

 

"Transhumanismo é um movimento intelectual que visa transformar a condição humana através do desenvolvimento de tecnologias amplamente disponíveis para aumentar consideravelmente as capacidades intelectuais, físicas e psicológicas humanas. "
Wikipédia
********************


Página do Facebook do movimento
Transhumanismo no Brasil



https://www.facebook.com/pg/transhumanismobr/about/


Leia mais :
http://danizudo.blogspot.com.br/2010/12/agenda-transhumanista-o-porque-de.html
 *****************************
Mas afinal o que é o transhumanismo? E quem são os transhumanistas?
Parte do texto publicado  em 18 de Maio de 2017 no  Jornal MAPA de Informaçao Crítica 
 
 
O mundo não tem sido feito por amor dos seres humano e não se tornou mais humano
Herbert Marcuse(1)
O H+ é, em poucas palavras, um movimento que procura ultrapassar deliberadamente, com meios científicos e tecnológicos, os limites da condição biológica do ser humano e, em última análise, almeja alcançar a imortalidade terrena. 
A adjetivação “terrena” serve para expressar o aspecto mundano e laico desta nova figura da mais antiga inquietação humana. 

 Da Epopeia de Gilgamesh e do terceiro milénio antes de Cristo, à pratica da mumificação dos egípcios, do pensamento taoista à alquimia esotérica, o H+ considera-se o legítimo herdeiro dos esforços históricos da humanidade para ganhar o seu jogo de xadrez com a morte.
Nesse sentido, os teóricos do H+ interpretam a tecno-revolução em curso e por vir como o resultado cumulativo de um processo histórico contínuo. 

O ser humano seria desde sempre um animal insatisfeito consigo próprio, em luta com a frágil condição que lhe foi dada e, portanto, sempre à procura do potenciamento das suas capacidades psicossomáticas. Se a recusa da animalidade inscrita na condição humana teve nas religiões o seu desafogo, o H+ seria então a resposta laica às aspirações escatológicas das religiões tradicionais. 

Na perspectiva do Nick Bostrom, docente em Oxford e um dos líderes deste movimento, o H+ é a expressão contemporânea do humanismo renascentista – exemplificado por Giovanni Pico della Mirandola (1463-1494), para o qual o indivíduo deve ser um livre criador de si próprio, atingindo “formas mais altas, divinas” – do projeto prometeico da ciência empírica – entendida no Novum Organum do Francis Bacon (1561-1626), como o método para “tornar tudo possível” através da submissão da natureza aos fins humanos – ou ainda do racionalismo da idade das luzes.(

 A estratégia discursiva com a qual Bostrom persegue a hegemonia cultural do H+ enxerta-o na tradição racionalista e no utilitarismo anglo-americano, visando acentuar a natureza democrática e liberal da reivindicação do direito incondicional à auto-determinação psicossomática, tentando desajeitadamente demarcar-se dos fantasmas da eugénica do século XX. 

Por outro lado, o norueguês Stefan Lorenz Sorgner assimila o “potenciamento tecnológico”, tanto genético como de outros tipos, ao impulso de auto-melhoramento e ao “sentimento da potência que cresce”, caros para Nietzsche.

 Outro defensor desta filiação é Max More, que conta como o seu ensaio Tranhumanism: Towards a Futurist Philosophy (2009), tendo sido inspirado pelos seus estudos do pensamento do Nietzsche.(4) No entender de More, fundador de orientação anarco-capitalista do Extropy Institute, o H+ é um conjunto de filosofias heterogéneas que nos guiarão até à condição pós-humana.

Mas se quisermos fazer uma aproximação ao H+, será porventura necessário fazer algum desvio das narrativas na primeira pessoa dos protagonistas contemporâneos, dando preferência a um itinerário histórico, social e cultural ziguezagueante. 


O primeiro desvio conduz-nos aos tempos da Primeira Revolução Industrial e a uma das primeiras fases da construção de um ideal de tecnociência como fator de progresso e de emancipação: o pensamento do Saint-Simon (1760-1825) e a sua influência na Escola Politécnica de Paris. 

Eis algumas das pérolas do profético pensador da “sociedade industrial”: “Uma nação não é senão uma grande empresa industrial»; «A sociedade moderna só tem um objectivo: a produção, a indústria»; «O trabalho, eis o novo culto, a religião moderna» e o engenheiro é «o sacerdote da indústria». 
Tendo em conta que hoje em dia não é raro encontrar, confundidas na mesma pessoa, a figura do cientista, do engenheiro, do empreendedor e do consulente de instituições governamentais,( também a previsão do Auguste Comte, no seu Cours de philosophie positive (1830-1842), parece ter sido cumprida. Pois ele intuiu que os engenheiros iriam ter um papel histórico preeminente: o de serem os mediadores entre os savants e os entrepreneurs, entre ciência e economia industrial. 

O saint-simonismo está nas origens da retórica do mundo como uma rede e como um espaço de fluxos, uma economia-mundo articulada em circuitos sempre mais densos, amplos e homogéneos, circuitos capazes de aumentar a circulação de bens materiais e imateriais: produtos, informações, pessoas e capitais.

Daí o seu entusiasmo tecno-optimista quanto à construção de estradas, pontes e canais que levariam à “associação universal”, à comunhão entre os povos e à paz perpétua
 Parece que ouvimos os motivos saint-simonianos ressoar nas intenções e nos discursos dos criadores da Internet, vista como uma ferramenta para a descentralização e a desierarquização das relações sociais. 

Apesar das questões e das dúvidas que se podem levantar acerca do potencial emancipador das tecnologias digitais, e apesar das denúncias dos seus impactos psicológicos, políticos, econômicos, sociais e ecológicos, continuam a florescer varias versões de “utopismo digital” inspirado pelo conceito de reticularidade. É um fato que a Califórnia é  parte do mundo à qual mais se deve a revolução social que estamos vivendo, a saber, a invasão tentacular das tecnologias informáticas em todas as esferas da existência humana. 

A transformação em curso dos modos de viver e de pensar têm as suas raízes na California Ideology,isto é, na hibridação dos fatores culturais mais variados, desde a contracultura comunitarista dos anos ’60 ao neoliberalismo – que resultou no oxímoro do “anarco-capitalismo”.(

 A Silicon Valley pode ser chamada a terra santa, o epicentro mundial do H+, pois é a partir daí que operam muitos dos profetas-empreendedores-cientistas do H+ e as suas instituições: World Transhumanist Association, Singularity University, Google, Facebook, PayPal…
Mas convém regressar ao tempo de Saint-Simon e de Comte, quando as lutas dos luditas estouraram como movimento operário organizado, levando ao acrescento do crime de destruição de máquinas aos já mais de cem crimes passíveis de pena de morte na jurisdição inglesa. 

A revolta dos artistas das “artes menores” face à grande inovação da altura, o tear mecânico, foi silenciada. Marx afirmara em O Capital (Liv. I, Sec. IV, Cap. 13) que “A história universal não oferece espetáculo mais horrendo do que a extinção dos artesãos tecelões de algodão ingleses […], muitos morreram de fome”, enquanto que nas colónias “os ossos dos tecelões de algodão embranquecem as planície indianas”. 


A sua análise levou-o a concluir que, sob o capitalismo, “o efeito ‘temporário’ das máquinas é permanente, uma vez que se vai apropriando de cada vez mais campos de produção”. 

Entre máquinas e operários há, portanto, “um antagonismo completo”. Visto que “o meio de trabalho esmaga o operário”, “dá-se pela primeira vez a revolta brutal do operário contra o meio de trabalho”. 
Apesar disso, Marx será sempre um tecno-progressista (TechnoProg), pois, segundo ele, a “socialização” dos meios de produção teria remediado todos os estragos devido ao estranhamento do produto do trabalho face ao seu realizador. 
Friedrich Engels, de resto, cristalizou a atitude centralista e autoritária do materialismo dialético ao escrever em On Authority  que a máquina a vapor, a rede rodoviária, e, em geral, a agricultura e a indústria em larga escala, são intrinsecamente autoritárias e é preciso aceitá-las, pois combater esse autoritarismo coincidiria com a pretensão de abolir a indústria enquanto tal, coisa que, como é óbvio, para ele não fazia sentido. 

A “questão da maquinaria” foi, de qualquer forma, um tema muito debatido pelos economistas da altura, e as suas implicações humanas estavam ao alcance de cada um.(12) É, alias, bem provável que Marx e Engels conhecessem The Philosophy of Manufactures (1835), de Andrew Ure, uma declaração de intenção (de guerra) que frisava como, além das vantagens quantitativas e técnicas, um dos benefícios “morais” da introdução da maquinaria residia na desqualificação do trabalhador, o que, por sua vez, era suposto induzir desânimo no trabalhador, levando ao abrandamento das greves. 

Todos sabemos o quão sangrentas foram as lutas das décadas sucessivas. Anos também notáveis pelas exposições universais (a primeira, em Londres em 1851, chamava-se Great Exhibition of the Works of Industry of All Nations) e pela aceleração dos ritmos de exploração e manipulação do existente, finalmente reduzido a recurso.

........................

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Cora Coralina (1889-1965)

 


 
'Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina 


  Em 20 de agosto 2017, o Google homenageou  a escritora goiana, no dia de seu aniversário  de nascimento. 
 Em cartaz nas telas do Rio,o filme "Todas as Vidas", de Renato Barbieri conta a história da escritora goiana.

Publico aqui a crítica encontrada no site

AdoroCinema


  ************************

4,0 Muito bom
Cora Coralina - Todas as Vidas
Traduzir a poesia
por Bruno Carmelo
"É um alívio perceber que a porta de entrada do filme para a vida de Cora Coralina é a poesia. Parece uma escolha óbvia, mas não é: o diretor Renato Barbieri poderia se ater à imagem da escritora, à reconstituição idêntica aos fatos históricos, à vida de Cora como mãe, esposa, cozinheira etc. Entretanto, pela estética lúdica e pela leitura múltipla dos textos, percebe-se que a personagem é valorizada, acima de tudo, por sua produção artística. Cora Coralina é interpretada por diversas atrizes, que fazem menos um trabalho clássico de atuação do que uma evocação livre da escritora goiana. Ao invés de se preocuparem com a imitação, elas fornecem pontos de apoio para o espectador situar a poetisa no bairro onde morava, na casa em que cozinhava seus doces, na paisagem específica da ponte da Lapa. A aparência de Cora importa pouco: o principal é sua experiência de vida refletida nos textos."
************** 


  A VOZ DA TERRA




"Em Goiás existiam muitas Anas por causa da padroeira da cidade e eu não queria ser xará. Cora vem de coração, coralina é a cor vermelha" ,dizia Cora.


******************


Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina, cozinheira, doceira, jornalista, poetisa, declamadora e contista, nasceu em 20 de agosto de 1889 e cresceu na mesma casa velha da ponte em Goiás (GO), construída por escravos em 1770, para morada de Antonio Souza Telles (capitão-mor de Villa Boa de Goyaz).


Aos 13 anos criou, com duas amigas, o jornal de poemas femininos ”A Rosa” e, aos 14, começou a carreira literária com a publicacão do conto "Tragédia na Roça".


Aos 15, adotou o pseudônimo Cora Coralina (coração vermelho) porque, em seu tempo moças de família não se envolviam profissionalmente com arte de qualquer espécie.


Aos 20-escândalo!- durante uma tertúlia literária, conheceu Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas, recém-nomeado chefe de Polícia de Villa Boa, separado, com 3 filhos em São Paulo e uma filha no norte de Goiás (criada, mais tarde, pela poetisa), com quem fugiu para Jaboticabal (interior de São Paulo), onde publicava artigos, contos e poesias no jornal local.



Em 1922, foi convidada por Monteiro Lobato a participar da Semana de Arte Moderna, mas, proibida pelo marido, teve que dizer - a contragosto - um “não” ao escritor. Ana e Cantídio casaram-se oficialmente em 1926 e deixaram uma descendência de seis filhos, 15 netos e 19 bisnetos.


Em 1932, já morando em São Paulo, alistou-se como enfermeira e costureira na Revolução Constitucionalista. Derrotados os revoltosos, encontrou outra causa pela qual batalhar: tentou organizar um partido político feminino.


Depois da morte do marido em Palmital (1934) foi colaboradora do jornal O Estado de São Paulo, vendedora de livros porta a porta da Editora José Olympio manteve uma pensão onde também cozinhava, montou um pequeno armarinho “Casa de Retalhos” em Penápolis e, depois, uma loja especializada em artigos femininos. ” Casa da Borboleta”.


Doceira famosa - escreveu um livro de receitas - com a venda de seus quitutes, especialmente os doces cristalizados, conseguiu economizar dinheiro suficiente para comprar, em leilão, a Casa Velha da Ponte, onde nasceu.


Ali, depois de ter vivido 45 anos fora de Goiás, aprendeu a datilografar para escrever seus textos com maior rapidez e eficiência. Aos 75 anos, levou seus escritos à Editora José Olympio, a mesma de quem havia sido vendedora, e teve seu primeiro livro publicado.



Reconhecimento



Aos 90, Carlos Drummond de Andrade tomou conhecimento da obra de Cora Coralina e se encarregou de apresenta-la ao mundo literário brasileiro.


A partir daí, seus livros - Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, Estórias da Casa Velha da Ponte, Os Meninos Verdes, Meu Livro de Cordel, O Tesouro da Velha Casa e Vintém de Cobre - passaram a ter sucessivas edições. Em 1983, foi eleita “Intelectual do Ano” pelo livro livro “Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha”.


Em 1984, a Associação Paulista de Críticos de Arte a distinguiu com o Grande Prêmio da Crítica/Literatura e a União Brasileira de Escritores. com o Troféu Juca Pato.


Neste mesmo ano, recebeu a Comenda da Ordem do Mérito do Trabalho, concedida pelo governo federal por sua luta pelas causas justas e progresso cultural de Goiás. A menina de poucas letras, mas enorme sensibilidade, fez os estudos primários com a professora Silvina Ermelinda Xavier de Brito (Mestra Silvina).


Recebeu da Universidade Federal de Goiás o título de “Doutora Honoris Causa” ou, como ela preferia dizer, “doutora feita pela vida”. Faleceu em Goiânia aos 96 anos, em 10 de abril de 1985, e seu corpo, velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponta, foi enterrado no Cemitério da cidade de Goiás Velho.


Como quase sempre viveu longe das grandes cidades, os textos de Cora Coralina - recheados de citações sobre doces e a terra natal e ricos em situações sobre o dia-a-dia do interior - são considerados por muitos estudiosos um belo registro histórico-social-antropológico do Brasil do século XX.


Em 1985, logo após sua morte, foi criada em Goiás (GO) a Fundação Casa de Cora Coralina.


**************************************

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 e a mulher trabalhadora rural

Organização das Nações Unidas (ONU)  elegeu 2018 como o Ano Internacional da Mulher Rural!


(continua)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Hilda Hilst será a homeageada na FLIP 2018

 A organizaçao da Feira Literária de Paraty anunciou, no início deste mês de dezembro, que a autora,ficcionista e dramaturga será a homenageada da ediçao 2018 do evento, de 25 a 29 de julho.

*********************





Hilda Hilst -Direto de Marduk



O grande charme de ser livre  


A partir de 1966, Hilda Hilst, poetisa e escritora, viveu isolada.
Mas cercada de amigos humanos e dezenas de amigos caninos e felinos, na Casa do Sol, uma villa de estilo mexicano a 11 km de Campinas, SP.
Autora de 41 livros - vários publicados em francês, italiano, inglês e alemão - foi tachada de imoral, provocativa e pornográfica pela linguagem libertina que usava nas anos sessenta. "Meu grande charme é ser livre", disse em uma entrevista.
 Frustrada pela falta de reconhecimento em termos materiais e detonada pela crítica, teve uma atitude extrema - em 1990, publicou o livro pornô “O Caderno Rosa de Lory Lambi”.

No ano seguinte, mais dois contos eróticos: Contos d'Escárnio e Cartas de um Sedutor.

A trilogia erótica teve o efeito de uma bomba.
Mesmo reprovada pelos críticos, como sempre, a repercussão foi enorme. Em 1994, Contos d’Escárnio ou Contes Sarcastiques atravessou o oceano para receber a chancela do L'Arpenteur, uma divisão da Editions Gallimard e o jornal francês ''Libération'' foi entrevistá-la em casa.

*******
 Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior paulista, no dia 21 de abril de 1930.
 Filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso.
Teve uma infância complicada, marcada pela separação dos pais e a doença mental de ambos, o que motivou sua mudança, com a mãe, para a cidade de Santos (SP).

Por oito anos estudou como interna no Colégio Santa Marcelina, na cidade de São Paulo. Em 1945, matriculou-se na Escola Mackenzie onde fez o curso clássico.
 Como legítima representante do high society, cometeu a ousadia de morar sozinha num apartamento na Alameda Santos, acopmpanhada da governanta Marta.
 Aos 16 anos, ao visitar o pai - totalmente desequilibrado e internado numa clínica psiquiátrica - teve uma experiência terrível: ele a confundiu com a ex-mulher e implorava "só 3 noites de amor, só 3 noites de amor".

Em 1948, começou a estudar Direito na Faculdade do Largo de São Francisco e ali, entre livros e copos, iniciou uma vida boêmia. Descendente, pelo lado paterno, da tradicional família Almeida Prado, chocava a sociedade com seu comportamento julgado livre e despertou paixões arrasadoras em empresários, artistas e poetas.

Em 1950, publicou “Presságios”, romance sobre a história de amor de dois marginais. O escândalo continuou com a publcação de "Balada de Alzira", um ano depois. Concluiu o curso de Direito em 1952, advogou por algum tempo, mas se dizia “aterrorizada” com o ofício.

Em cerimônia na Faculdade, Hilda saudou a grande Cecília Meirelles que, ao ler num verso de Hilda a frase “Somos iguais à morte/Ignorados e puros" comentou “quem disse isso precisa dizer mais”.  


Hilda disse muito mais

 Em 1955, publicou "Balada do Festival" e até 2002 produziu 38 livros falando sobre morte, sexo, loucura, existência de Deus e a decadência que traz a velhice.
As obras mais importantes dessa fase foram “Sete cantos do poeta para o anjo”, “Roteiro do silêncio”, “Trovas de muito amor para um amado senhor” e “Cartas de um sedutor”.

 Depois das mortes dos pais - ocorridas com poucos meses de diferença - renunciou à vida social, deixou a capital e passou a morar na Casa do Sol, em Campinas, sítio herdado da mãe, local onde viveu até a morte.
Ali casou-se (1968) e divorciou-se(1980) do escultor Dante Casarini e decidiu não ter filhos para que nenhum herdasse o desequilíbrio mental de seus pais.
 Este corte radical foi influenciado pela “Carta a El Greco”, do escritor grego Nikos Kazantzakis, que defendia a necessidade do isolamento para que, no silêncio da meditação o conhecimento humano emergisse.

Cansada do não reconhecimento da crítica e certa de seu talento, resolveu virar a mesa. Escreveu ‘O caderno rosa de Lori Lamby" que consagra a fase pornográfica, iniciada em "A obscena senhora D". Hilda dá adeus à “literatura séria" (1990) e decide vender mais e ter mais público interessado em seu trabalho.

Inicia, também, uma carreira de dramaturga, escrevendo oito peças teatrais, algumas encenadas na Escola de Arte Dramática, no Teatro Veredas, pelo Grupo Experimental Mauá (Gema), e no Teatro Anchieta (como exame dos alunos) - todas sob a direção de Terezinha Aguiar, também responsável pela montagem de “O rato no muro”, apresentada no Festival de Teatro de Manizales, na Colômbia.

Os compositores Adoniram Barbosa, Gilberto Mendes, José Antônio de Almeida Prado, (primo da escritora) e, mais recentemente, Zeca Baleiro, inspiraram-se nos textos mais significativos de Hilda para ilustrar suas melodias.
Depois de ganhar prêmos e ver seu trabalho finalmente reconhecido, Hilda Hilst parou de escrever em 2002, "por já ter dito tudo que pretendia dizer”.  

Hilda telefona para o além

 No início da década de 70, preoocupada com a imortalidade da alma e inspirada pelos casos relatados em “Telefone para o além", do pesquisador sueco Friedrich Juergenson começou a gravar, pelas ondas radiofônicas, vozes que seriam de pessoas mortas e divulgou que discos voadores visitaram sua fazenda.
César Lattes, Mário Schenberg e Newton Bernardes, físicos de grande renome, acompanharam meio incrédulos mas interessados alguns dos experimentos.

Gravadores cassetes acoplados com duas estacões de rádio sintonizadas ao mesmo tempo possibilitaram captação de ruídos nunca decodificados que, segundo Hilda, formavam frases.

Dessas experiências, nasceu o desejo de construir em suas terras um “Centro de Estudos da Imortalidade” onde questões referentes ao tema seriam apreciadas sob o ângulo da metafísica e as idéias de Stephane Lupasco, segundo as quais a a alma é composta de matéria quântica.

Marduk, onde Hilda dizia sempre que gostaria de chegar bem informada, é um planeta hipotético, mas estudado por Zecharia Sitchin, que estava convencido que as civilizações antigas se desenvolveram graças a contatos com extraterrestres.

Nas teorías de Sitchin sobre a cosmologia suméria, Marduk é um planeta de nosso sistema solar que estaria em órbita elíptica em torno da Terra num período entre 3.600 e 3.760 anos.

Uma colisão entre um de seus satélites e Timat, planeta que existia entre Marte e Júpiter, seria a origem da Terra e do cinturão de asteróides que a envolve. Marduk era habitado pelos alienígenas Anunnaki.
Depois da colisão, ainda segundo Sitchin (baseado em dados da civilização Maia), Marduk ficou afastado do sistema solar.
 Os cientistas argumentam que uma órbita assim se transformaria em órbita circular, ou escaparia da atração do Sol e passaria a vagar pelo espaço.
O escritor e pesquisador turco Burak Eldem, apresentou uma nova teoria a respeito, em seu livro "2012": os 3.661 anos do período orbital de Marduk se fecharão em 2012. Eldem afirma que 3.661 - 1/7 de 25.627 - é o ciclo total dos "de 5 anos mundiais", segundo o calendário Maia.

Na última passagem de Marduk, em 1649 aC, grandes catástrofes ocorreram na Terra.

Hilda se intressava por espiritismo, esoterismo, vida após a morte e comunicação com uma outra dimensão além do plano físico. Certa da imortalidade, desejava viajar após morte para Marduk, o hipotético planeta onde morariam figuras ilustres das letras e das ciências.

A escritora emplogava-se com o tema: ''Nunca acreditei que fosse só isso: nascimento, vida, morte e apodrecimento''. Hilda seguiu para Marduk, direto de Campinas, às 3h50 do 4 de fevereiro de 2004. *****************************************************************************************


 Página oficial de Hilda Hilst, coordenada por Yuri V. Santos:

http://hildahilst.cjb.net

domingo, 10 de dezembro de 2017

Dia do Tango -11 de Dezembro


Em 1977, a prefeitura de Buenos Aires instituiu o Dia do Tango, que logo se tornou um evento nacional e agora faz parte do calendário cultural de diversos países. 
A data foi escolhida para homenagear Carlos Gardel e o grande músico e compositor Julio De Caro



**********************************************


Tango Argentino


Após a queda da ditadura militar, com o retorno da democracia, a Argentina viu o renascimento esplendoroso da sua música tradicional.

Em maio de 2008,flanando por Palermo e por puro acaso,recebi uma espécie de filipeta(um volante),chamando para uma noite de tango num pequenino espaço/ grande templo do tango, Café Homero, que você vê na foto,construído em 1927.
Lá se apresentou apenas naquela noite Ernesto Baffa, o Grande Mestre- já bem idoso e recém saído de uma cirurgia de catarata e tocando com venda nos olhos e o bandoneón pulsando apaixonado em seus joelhos de quase nonagenário.
Foi um momento mágico que jamais esquecerei.
**************************************
Em 1913, enquanto o mundo pegava fogo às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o Arcebispo de Paris proibia os meneios e cruzamentos de pernas do dançarinos de tango recém-chegados aos salões da moda. Um Consistório - reunião de cardeais para tratar de assuntos urgentes da Igreja - foi convocado às pressas para deliberar sobre tão palpitante assunto.
No entanto, o sensato Papa Benedito XV (Cardeal Giacomo Della Chiesa, eleito em setembro de 1914) ao assistir uma exibição de tango por casal de profissionais considerou que se tratava apenas de uma novidade mais ousada e liberou sua execução.
Abalou Paris
Os oficiais e marujos franceses que aportavam em Buenos Aires na primeira década do século XX, tomavam conhecimento da dança sensual e erótica executada nos cabarés da zona portuária.
Deslumbrados, levavam nas bagagens partituras dos tangos mais populares.
De porto em porto, a dança virou uma sensação. Permanecendo em essência a paixão e a melancolia, o tango recebeu um tratamento coreográfico diferenciado na Europa, perdendo um pouco a sensualidade latina.
A dança se converteu em moda. A palavra "tango" virou adjetivo: batizou cocktails, tornou-se nuance de tecidos, sabor de chá e de bebidas. Tango virou sinônimo de transgressão.

Tangano
Ritmo dos mais sensuais e envolventes, o tango é ensinado em
todas as escolas de dança do mundo. Segundo alguns pesquisadores, sua origem está na África - a dança Tangano, que foi difundida primeiro na América Central pelos escravos ali chegados.
Outras fontes citam a palavra tangó que significava um lugar de reunião dos escravos, algo parecido com nossos quilombos. Nestes locais eram usados apenas instrumentos de percussão. Os negros eram imitados (e ironizados) pelos "compadritos", imigrantes e colonos com hábitos gaúchos.

Receita eclética
Desta tentativa de imitação surgiu algo parecido - mas ainda distante - do que hoje chamamos tango. Foram acrescentados uns "toques" da habanera cubana, do candomblé africano, do flamenco andaluz, da canzone italiana e da milonga, vinda do folclore dos gaúchos argentinos. Assim, o tango virou um baile, evoluiu para gênero musical e, por fim, ganhou status de canção. Ajudada pela improvisação dos dançarinos cristalizou-se a forma do tango argentino, que até hoje inspira poetas, músicos, atores e diretores de cinema e teatro.
Chega o bandoneón

Dançado por pessoas das classes mais pobres e discriminado pelos ricos, a novidade recebeu um subsídio que a tornou popular entre toda a população: a orquestra típica com os primeiros grupos de "tocadores de tango", onde se destacavam o sons da flauta e do violão. Depois entraram o piano, o violino, contrabaixo e, finalmente, o bandoneon,híbrido de acordeom e gaita gaúcha. Estava formada a orquestra típica.
A música do subúrbio viajou até outros bairros de Buenos Aires, aos cafés da Zona Norte e ganhou o mundo.

Carlos Gardel
Gardel é sinônimo de tango Charles Romuald Gardés, nascido em 11/12/1890 , em Toulouse, França, cantor, compositor, ator continua sendo um ícone para os apreciadores da música em particular e para todos os argentinos em geral. .
"Mi Noche Triste", de sua autoria, está para o Tango como "O Barquinho" está para a nossa bossa nova: é o marco inicial do movimento.
Começou a carreira aos 17 anos, mas foi a formação de uma dupla com o uruguaio José Razzano e suas performances no cabaré Armenonville, em Buenos Aires, que o tornaram um fenômeno de vendas e de público.
Iniciou uma carreira solo em 1925, viajando constantemente pela América espanhola e Europa. Um contrato com a Paramount, em Hollywood rendeu atuações em vários filmes de sucesso.
Em 24 de junho de 1935 ,no esplendor da carreira, consagrado mundialmente, morreu em desastre aéreo em Medellin, Colômbia.

Astor Piazolla
Astor Piazzolla (1921-1992) nasceu em Mar del Plata e morou com a família nos Estados Unidos,onde estudou bandoneon com Bela Wilda e piano com Serge Rachmaninov.
No retorno à Argentina, a carreira deslanchou. Sempre buscando a perfeição, continuou os estudos de piano e harmonia e, em 1946, formou sua primeira orquestra típica. Aí começou a longa série de composições premiadas.O governo da França lhe concedeu uma bolsa de estudos para estudar com Nadia Boulanger.
Formou o famoso Octeto de Buenos Aires e sua Orquestra de Cordas, que revolucionaram a música argentina. Transformado em quinteto, o grupo correu o mundo. Piazzolla(foto) musicou versos de Jorge Luis Borges e formulou os conceitos do movimento "nuevo tango" usando contrapontos revolucionários, novas harmonias, arranjos audaciosos e muita intuição. No Montreux Jazz Festival de 1986, recebeu encomenda de obras exclusivas para Pat Metheny, Keith Jarret e Chick Corea.
Em 1989 foi considerado um dos maiores instrumentistas do mundo pela Down Beat, famosa revista especializada em jazz.
Durante seus últimos anos compôs mais de 300 obras. e cerca de 50 trilhas musicais para filmes
Astor Piazzolla morreu em 4 de julho de 1992.
**********************

domingo, 3 de dezembro de 2017

Dezembro para melômanos





*4/12/1920 Estréia,simultâneamente em Hamburgo e Colônia, a ópera "A Cidade Morta",de Erich Wolfgang Korngold,libreto de Julius e Erich Korngold, sob o pseudônimo de Paul Schott


Efemérides do mês, com ênfase nas datas natalícias dos brasileiros Egberto Gismonti e Isaac Karabitchevsky.Parabéns!


*********




Saudades


Professoras Joanídia Sodré (1903-1975),primeira mulher sul-americana que regeu a Orquestra Filarmônica de Bonn, Mariuccia Iacovino(1912- 2007)-que com seu marido Arnaldo Estrella formou um conhecido duo camerístico, Vera Janacopolus,(1896-1955)uma das cantoras de câmara de maior destaque no cenário internacional de seu tempo.


*******************


*1/12/1932 Morre em Madrid o compositor espanhol Amadeo Vives (*Collbató, 18/11/1871) Escreveu,sobretudo óperas,operetas e zarzuelas,das quais "Doña Francisquita" é considerada sua obra-prima
*2/12/1923 Nasce em NewYork a soprano greco americana Maria Callas
 
*3/12/ 1914 Nasce em Boston o compositor norte americano Irving Fine,autor de peças orquestrais,corais e de câmara
 
*5/12/1944 Nasce em Carmo-RJ, o compositor, arranjador,cantor e instrumentista Egberto(Amin) Gismondi.Toca piano acústico e elétrico,órgão,sintetizador,violão e flautas indígenas (ocarina e jacuí)


*6/12/1882 Estréia , em Viena, a ópera cômica em 3 atos "O Estudante Mendigo", de Karl Millocker,libreto de Zell e Genée



*7/12/1910 Nasce em New York o regente e crítico norte americano Richard Franko Goldman.Regeu a Goldman Band, fundada por seu pai Edwin.Ensinou na Julliard Scholl e escreveu críticas ,principalmente para o "Musical Quarterly"

*8/12/1939- Nasce em Belfast o flautista britânico James Galway.Ao começar sua carreira de solista, em 1975, fascinou as platéias com técnica sensível , usando sua flauta de ouro 18 quilates.

*9/12/ 1836-Estréia em São Petesburgo a ópera de Mikhail Ivanovich Glinka "Uma Vida pelo Czar (Ivan Susanin),libreto de G.F.Rozen.A ópera inauguraria todas as temporadas subsequentes em São Petesburgo, até 1917.
 

*10/12/1967 Morre no Rio de janeiro o compositor, folclorista, crítico e escritor Brasilio Itiberê.(*Curitiba,PR 17/5/1896) Embora sua produção inclua diferentes gêneros,dedicou-se principalmente `a música coral.Membro fundador da Academia Brasileira de Música


*11/12/1803 Nasce em La Côte St André o compositor francês Hector Berlioz


*12/12/1912 Nasce no Rio de Janeiro,RJ, a violinista Mariuccia Iacovino,(+2007)Foi primeiro violino do "Quarteto do Rio de janeiro" , sendo encarregada de numerosas primeiras audições deVilla Lobos.Com seu marido Arnaldo Estrella formou um conhecido duo camerístico

*13/12/1905 Nasce no Rio de Janeiro,RJ, o musicólogo e folclorista Luiz Heitor Correa de Azevedo.Foi o mais importante musicólogo brasileiro de sua época, com reputação internacional,tendo dirigido em 1947 os serviços musicais da UNESCO
*14/12/1925 Estréia na Staatsoper,Berlim, a ópera "Wozzeck", de Alban Berg,libreto adaptado ,pelo compositor,do tema homônimo de Georg Buchner


*15/12/1858 Estréia, em Weimar, a ópera "O barbeiro de Bagdá', de Peter Cornelius,libreto do compositor, baseado em uma história das "Mil e uma noites"


*16/12/1975 -Estréia da ópera "O Imperador de Atlantis", de Vicktor Ullmann,libreto de Peter Kien.Esta ópera foi composta e ensaiada no campo de concentração de Teresienstadt,atual República Tcheca.
*17/12/ 1770 Nasce em Bonn o compositor alemão Ludwig van Beethoven

*18/12/1869- Morre no Rio de Janeiro, de febre amarela, o pianista e compositor Louis Moreau Gottschal(*New OrleansE.U.A 8/5/1829) .Aclamado como autêntico porta voz musical do Novo Mundo seu virtuosismo ao teclado foi comparado a Chopin.

*19/12/1881- Estréia no Théatre de la Monnaie,Bruxelas, a ópera "Herodíade", de Jules Massenet,libreto de Paul Milliet e Henri Grémont
*20/12/1896- Nasce em Petrópolis RJ, a professora e cantora Vera Janacópulos(+ 1955), artista brasileira internacionalmente reconhecida,uma das intérpretes favoritas de Manuel de Falla.

*21/12/1850 -Nasce em Vseborice o compositor tcheco Zdenek Fibich,importantíssima figura do século XIX em seu país.Autor de centenas de obras eclesiásticas, óperas,música de câmera,e poemas sinfônicos evocativos.
*22/12/1903 Nasce em Porto Alegre,RS, a pianista,regente e professora Joanídia Sodré,primeira maestrina sul-americana a reger a Orquestra Filarmonica de Bonn.Em 1939 fundou um conjunto sinfônico infantil a " Orquestra da Juventude". Autora do "Compêndio de Contraponto"
 

*23/12/1943 Nasce emSydney o compositor australiano de música de câmara Edward Ross
 

*24/12/1871 Estréia ,no Cairo, a ópera "Aida", de Giuseppe Verdi,libreto de Antonio Ghislanzoni, com base em Camille du Locccle e Mariette Bey


*25/12/1858 Nasce em Dorchester o escritor e Ministro da Igreja Anglicana John W. Galpin . Autor do "Old English Instrumental of Music" e da obra pioneira "Textbook of European Musical Instruments" A Galpin Society, fundada em 1946 para estudos dos instrumentos foi assim chamada em sua homenagem


* 26/12/1767 Estréia da ópera "ALCESTE" de Gluck, libreto de Ranieri da Calzabigi,no Burgtheater,Viena.


*27/12/1934- Nasce em São Paulo,SP, o regente brasileiro Isaack Karabitchevsky, criador dos concertos populares do "Projeto Aquário"

*28/12/1910- Estréia,no Metropolitan Opera House, a ópera "As crianças do rei", de Engelbert Humperdink, libreto de Ernst Rosmer.A peca homônima, de Rosmer,fora apresentaad em Munique, em 1897


*29/12/1876 Nasce em Vendrell o violoncelista e compositor catalão Pablo Casals


*30/12/1889 Nasce em Munique o musicólogo e crítico norte- americano de origem alemã Alfred Einstein, autor de livros sobre Schutz, Gluck, Schubert e Mozart.


*31/12/1859- Nasce em Praga o compositor e artista plástico tcheco Joséf Bouhslav Foerster , que liderou a evolução da música tcheca , do nacionalismo do final do século XIX para a vanguarda do entre-guerras.


****************************

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º de Dezembro -Dia Mundial de Combate `a AIDS




* A Aids não é transmitida por abraços,beijos, talheres compartilhados,espirros, prática de esportes e aperto de mão".

  O que é a Aids

A sigla significa síndrome da imunodeficiência adquirida, mas sua origem vem do inglês – Acquired Immune Deficiency Syndrome.Em francês e em português de Portugal é SIDA.
Uma pessoa com o vírus HIV tem parte de seus glóbulos brancos –os
linfócitos T-CD4 -radicalmente diminuídos e as defesas naturais ficam
enfraquecidas.

Seu organismo fica propenso a adquirir doenças oportunistas : pneumonias,
infecções, herpes, diarreias,tuberculose,meningite e alguns tipos de
cancer. .

O sintomas da doença podem demorar a aparecer e a pessoa contaminada
com o vírus HIV pode transmiti-lo o através de relações
sexuais,compartilhamento de agulhas no uso de drogas ou de formas mais
simples, quando o seu sangue entra em contato com o sangue de uma pessoa
saudável.

Existem casos de contaminaçõees em transfusões de sangue e mulheres grávidas
também podem transmitir o vírus para seus bebês.

 
O continente africano é o mais contaminado com a doença, mas os índices
de maior aumento da contaminação pelo HIV estão, atualmente, na Ásia
Central e no Leste Europeu
.
 
O governo brasileiro oferece exame para constatar a presença do HIV,
através dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que dão todo o
apoio aos infectados.

 
O tratamento é gratuito e-pelo menos disso- podemos nos orgulhar :
nosso modelo é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma
referência para o mundo.


No Rio, a FIOCRUZ-Fundação Oswaldo Cruz (f)
se encarrega de distribuir a medicação(coquetéis montados especificamente para combater a doença)aos lá cadastrados e acompanha
os doentes em consultas periódicas agendadas. Um trabalho magnífico.

A prevenção é a melhor atitude .
 O uso de preservativos em todas as
relações sexuais ainda é a principal maneira de prevenir-se.

Amor,carinho e solidariedade são grandes coadjuvantes do tratamento.
************************************************************************